quarta-feira, 1 de abril de 2015

90 - As potências na Belle Époque


ESQUEMA DAS AULAS DO CAPÍTULO 6 DO CADERNO/APOSTILA 1

AS POTÊNCIAS NA BELLE ÉPOQUE

1. GRÃ-BRETANHA

ASPECTOS GERAIS

REINO UNIDO DA GRÃ-BRETANHA E IRLANDA

REGIME LIBERAL COM UMA MONARQUIA CONSTITUCIONAL PARLAMENTAR

MAIOR POTÊNCIA ECONÔMICA, NAVAL E COLONIAL DO PERÍODO

HEGEMONIA NO CAPITALISMO GLOBAL

Supremacia comercial, financeira e (até 1900) industrial

PRINCIPAL DEFENSORA DO LIVRE COMÉRCIO

O IMPÉRIO BRITÂNICO

O maior da história

Principal colônia: Índia

Destaque para os Domínios:

  Colônias de povoamento com autonomia para a população branca

  Canadá, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul

SÍMBOLO DO PODER BRITÂNICO: A MARINHA DE GUERRA

1837-1901. REINADO DA RAINHA VITÓRIA: ERA VITORIANA

APOGEU DO PODER BRITÂNICO: PAX BRITANNICA

POLÍTICA EXTERNA:

"Isolacionismo esplêndido": sem alianças militares na Europa em época de paz

Preservar o equilíbrio do poder na Europa e impedir que um país dominasse o continente

Propagar o livre comércio no mundo

Defender seu império, especialmente o acesso à Índia

Principais rivais imperialistas: França e Rússia

PROBLEMAS:

Crescimento do movimento operário (Partido Trabalhista): pressão por mais democracia, direitos trabalhistas, voto feminino

Movimento de autonomia/separatismo dos católicos na Irlanda

Ascensão de novas potências industriais: EUA e Alemanha

 Líderes da Segunda Revolução Industrial (início 1870), superaram a Grã-Bretanha no poder industrial por volta de 1900

1899-1902. Guerra dos Bôeres ou Sul-Africana

  Grã-Bretanha conquista com dificuldade as repúblicas "brancas" bôeres (descendentes dos holandeses) na África do Sul

  A guerra demonstrou os limites do poder militar britânico e o isolamento internacional do país

1901-1910. REINADO DE EDUARDO VII: ERA EDUARDIANA

DECLÍNIO DO PODER GLOBAL BRITÂNICO

CRESCENTE ATRITO COM A ALEMANHA, QUE VIROU A MAIOR RIVAL DA GRÃ-BRETANHA

FIM DO ISOLAMENTO ESPLÊNDIDO

RECONHECIMENTO DA HEGEMONIA AMERICANA NO CARIBE

Desenvolvimento do conceito da "ANGLOESFERA": cooperação/aliança dos países de forte povoamento britânico e tradição liberal (Grã-Bretanha, EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia)

 A aproximação GB-EUA começou no final da Era Vitoriana com a crise da Venezuela de 1895 (disputa fronteiriça Venezuela-Guiana Inglesa), arbitrada pelos EUA

1902. ALIANÇA COM O JAPÃO

Conciliação dos interesses britânicos e japoneses no Extremo Oriente

1904. ENTENTE CORDIALE COM A FRANÇA

Conciliação dos interesses britânicos e franceses na África e Ásia

Início da cooperação anglo-francesa pela estabilidade da Europa

1907. CONVENÇÃO ANGLO-RUSSA

Conciliação dos interesses britânicos e russos no Irã e Afeganistão

1907. TRÍPLICE ENTENTE

Grã-Bretanha, França e Rússia contra a Alemanha

1910-1936. REINADO DE GEORGE V: ERA GEORGIANA

CRESCIMENTO DA TENSÃO COM A ALEMANHA

1914. GRÃ-BRETANHA AINDA COM A HEGEMONIA NO CAPITALISMO GLOBAL

1914-1918. PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

DEPOIS DA GUERRA, A GRÃ-BRETANHA PERDE A HEGEMONIA NO CAPITALISMO GLOBAL PARA OS EUA

 

2. ALEMANHA

1864-1871. UNIFICAÇÃO DA ALEMANHA

FEITA PELO REINO DA PRÚSSIA

Monarquia constitucional autoritária: Parlamento fraco

Rei Guilherme I

LIDERADA PELO PRIMEIRO-MINISTRO OTTO VON BISMARCK

GUERRAS CONTRA A DINAMARCA (1864), ÁUSTRIA (1866) E FRANÇA (1870-1871)

1870-1871. GUERRA FRANCO-PRUSSIANA

França (Napoleão III) tenta impedir a unificação final da Alemanha

Derrota e humilhação francesa

Unificação da Alemanha

– 1871, janeiro. Criação do Império Alemão

– 1871, maio. Tratado de Frankfurt: França cede a Alsácia-Lorena e paga indenização para a Alemanha.

O IMPÉRIO ALEMÃO OU SEGUNDO REICH (1871-1918)

ESTADO FEDERADO: ANTIGOS REINOS CONTINUARAM EXISTINDO SOB HEGEMONIA DA PRÚSSIA

MONARQUIA AUTORITÁRIA DO KAISER (IMPERADOR, O REI DA PRÚSSIA)

Parlamento fraco

Primeiro-ministro (chanceler) subordinado ao kaiser

Sufrágio universal masculino

PRINCIPAL SETOR DA ELITE DIRIGENTE: OS JUNKERS

Nobreza latifundiária e militarista da Prússia

A ALEMANHA VIROU A MAIOR POTÊNCIA INDUSTRIAL E MILITAR DA EUROPA

1871-1888. REINADO DE GUILHERME I: ERA BISMARCKIANA

BISMARCK CHANCELER: O "CHANCELER DE FERRO"

A POLÍTICA DE BISMARCK: REALPOLITIK

Objetivos internos:

  Preservar o poder da monarquia

  Conter o crescimento do socialismo (SPD - Partido Social-Democrata, marxista)

Objetivos externos:

  Preservar a unidade alemã

  Isolar a França na Europa

LEIS TRABALHISTAS PARA AFASTAR O PROLETARIADO DO SPD

Início do Welfare State alemão

BOAS RELAÇÕES COM AS POTÊNCIAS EUROPEIAS

Aproximação Alemanha, Áustria-Hungria e Rússia (monarquias autoritárias, conservadorismo)

Colonialismo limitado e marinha pequena para não provocar a Grã-Bretanha

1882. Tríplice Aliança: Alemanha, Áustria-Hungria e Itália

1884-1885. Conferência de Berlim

– Partilha de territórios africanos entre as potências europeias

– Desprezou as fronteiras históricas e étnicas dos povos africanos

– O Congo (Zaire) ficou com o rei Leopoldo II da Bélgica

PROBLEMAS:

O SPD continuou crescendo com apoio do movimento operário

Crescente rivalidade entre Rússia e Áustria-Hungria pela influência nos Bálcãs

1888-1918. REINADO DE GUILHERME II: ERA GUILHERMINA

MAIOR INFLUÊNCIA DO DARWINISMO SOCIAL NA MONARQUIA

Ideia de uma luta entre nações pela sobrevivência: os mais fortes prevalecem e dominam os mais fracos ("Dominar para não ser dominado")

Ideia de que o mundo caminhava para ser dominado por Três Impérios (Grã-Bretanha, EUA e uma grande potência continental europeia, a Alemanha ou a Rússia)

1890. BISMARCK SAI DO GOVERNO

NOVO RUMO DA POLÍTICA ALEMÃ

A WELTPOLITIK DE GUILHERME II

Projeção do poder alemão no mundo, criando um grande império colonial e uma grande marinha de guerra

  Despertaria o patriotismo das massas, obtendo apoio popular para o governo

  Conseguiria mais mercados e fontes de matérias-primas para as indústrias alemãs

CONSOLIDAÇÃO DA ALIANÇA COM A ÁUSTRIA-HUNGRIA

APROXIMAÇÃO DO IMPÉRIO TURCO OTOMANO

Aumentar a presença alemã no Oriente Médio

Construção da Ferrovia Berlim-Bagdá (1903-1914)

RESULTADOS DA POLÍTICA DE GUILHERME II

O SPD continuou crescendo com apoio do movimento operário

  1912. O SPD virou o maior partido do Parlamento

Aproximação da Grã-Bretanha, França e Rússia: Tríplice Entente (1907)

1910-1914. Intensificação da modernização da Rússia (investimentos franceses e britânicos)

ALEMANHA FICA CERCADA DE POTÊNCIAS HOSTIS, ENQUANTO O REGIME ERA AMEAÇADO INTERNAMENTE

A GUERRA APARECE COMO ALTERNATIVA PARA UNIR O PAÍS E DESTRUIR O PODER RUSSO ENQUANTO A ALEMANHA AINDA POSSUÍA SUPERIORIDADE MILITAR E INDUSTRIAL

 

3. FRANÇA

ASPECTOS GERAIS

REGIME LIBERAL COM REPÚBLICA PARLAMENTAR

A mais democrática das potências europeias

Criada como resultado da derrota francesa na Guerra Franco-Prussiana (1870-1871)

 França (Napoleão III, imperador do Segundo Império, 1852-1870) tenta impedir a unificação da Alemanha

  França invadida pela Prússia e seus aliados alemães. Napoleão III capturado pelos invasores.

  1870, setembro. Queda de Napoleão III (derrubado pelo Parlamento) e criação da Terceira República

  1871, março-maio. Comuna de Paris: revolução esquerdista dos trabalhadores estabelece governo rival da Terceira República. Guerra civil. Derrota e destruição da Comuna

– 1871, maio. Tratado de Frankfurt: França cede a Alsácia-Lorena e paga indenização para a Alemanha.

POSSUÍA O SEGUNDO MAIOR IMPÉRIO COLONIAL DO MUNDO

Principais colônias: Argélia e Indochina (Vietnã, Camboja, Laos)

Sua maior rival até o início do século XX era a Grã-Bretanha

DIANTE DA POLÍTICA EXTERNA AGRESSIVA DA ALEMANHA GUILHERMINA, CONSEGUE ROMPER SEU ISOLAMENTO E APROXIMAR-SE DA RÚSSIA E DA GRÃ-BRETANHA

1894. Aliança Franco-Russa

1904. Entente Cordiale com a Grã-Bretanha

1907. Tríplice Entente: França, Grã-Bretanha e Rússia

 

4. RÚSSIA

ASPECTOS GERAIS

IMPÉRIO EURO-ASIÁTICO MULTIÉTNICO

A MENOS DESENVOLVIDA/MODERNA DAS GRANDES POTÊNCIAS EUROPEIAS

O “ANTIGO REGIME” RUSSO

Czarismo: monarquia absolutista do czar ou tsar (imperador), uma autocracia

– 1613-1917. Dinastia Romanov

Igreja Ortodoxa Russa: igreja oficial subordinada à monarquia

Classe dominante: nobreza (terras e cargos no Estado)

Maioria da população: camponeses pobres

O PODER MILITAR RUSSO

O maior exército do mundo, relativamente mal equipado

O IMPERIALISMO RUSSO

Principais alvos: Oriente Médio, Extremo Oriente e Bálcãs

Objetivo de dominar territórios turcos (Constantinopla) e obter a hegemonia nos Bálcãs para ter acesso ao Mediterrâneo

– Rivalidade com o Império Turco Otomano e a Áustria-Hungria

– Ideologia do pan-eslavismo: união/cooperação dos povos eslavos, especialmente entre a Rússia e a Sérvia (principal aliada nos Bálcãs)

Dominar a Pérsia (Irã) e o Afeganistão

– Rivalidade com a Grã-Bretanha

Dominar o Norte da China (Manchúria) e a Coréia

– Rivalidade com o Japão

1894-1917. REINADO DO CZAR NICOLAU II: CRISE DO CZARISMO

CRESCENTE TENSÃO COM A ÁUSTRIA-HUNGRIA PELOS BÁLCÃS E COM A ALEMANHA, ALIADA DA AH

1894. Aliança Franco-Russa

1907. Tríplice Entente: Rússia, França e Grã-Bretanha

NACIONALISMO E SEPARATISMO DOS POVOS NÃO-RUSSOS

Sobretudo na Polônia, Finlândia, Cáucaso e Ásia Central

O IMPACTO DO CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO E DA MODERNIZAÇÃO

Investimentos do Estado e do capital estrangeiro

Maior dívida externa do mundo

Aceleração da industrialização e da urbanização

Ascensão da classe média e do proletariado: pressão por reformas democráticas e sociais

Pressão dos camponeses/trabalhadores rurais por reforma agrária

A OPOSIÇÃO AO CZARISMO

LIDERADA PELA INTELLIGENTSIA

Intelectuais engajados politicamente, em geral da esquerda e da classe média (destaque para os estudantes)

 

Consideravam-se representantes dos interesses populares

 

Organizaram partidos políticos ilegais para criar um novo regime considerado por eles mais justo e progressista.

 

PARTIDO OPERÁRIO SOCIAL-DEMOCRATA RUSSO (POSDR)

 

ORGANIZAÇÃO MARXISTA

 

CONSIDERAVAM A RÚSSIA UM PAÍS MUITO “ATRASADO” (AGRÁRIO): NÃO MADURO PARA O SOCIALISMO

 

TEORIA DA REVOLUÇÃO EM 2 ETAPAS:

Etapa 1: a "revolução democrática burguesa”

 

Revolução operária com apoio dos camponeses e de setores democráticos da burguesia

 

Criar uma república democrática e capitalista moderna (industrial) com reformas sociais (distribuição de terras, leis trabalhistas)

 

O operariado industrial vai crescer e se fortalecer com o passar do tempo 

 

Etapa 2: a "revolução socialista operária"

 

  Revolução operária contra o capitalismo

 

  Criar a "ditadura do proletariado" (Estado operário) com estatização da economia numa transição para o comunismo

 

– Será parte de uma revolução internacional (europeia) contra o capitalismo mundial

 

1903. DIVISÃO DO POSDR EM DUAS FACÇÕES:

 

Mencheviques

 

– Queriam um partido de base operária mais ampla e descentralizada possível

 

Bolcheviques

 

– Organizados e liderados por Lênin

 

Queriam um partido mais centralizado dirigido por um grupo pequeno e disciplinado de revolucionários profissionais – uma elite revolucionária vista como a “vanguarda do proletariado”

 

Em 1912 formaram um partido separado que originou o Partido Comunista (1918)

 

 

5. EUA

REGIME LIBERAL COM REPÚBLICA PRESIDENCIALISTA

UMA DAS MAIS AVANÇADAS DEMOCRACIAS DA ÉPOCA

Mas ainda era limitada: excluía/marginalizava mulheres e negros

1870-1914. ASCENSÃO DOS EUA COMO A MAIOR POTÊNCIA INDUSTRIAL DO MUNDO

1800-1860. CONQUISTA DO OESTE

1861-1865. SECESSÃO DOS ESTADOS SULISTAS ESCRAVISTAS E GUERRA CIVIL

1865. REUNIFICAÇÃO NACIONAL E ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO

1870-1914. INÍCIO DA SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E APOGEU DA GRANDE IMIGRAÇÃO EUROPEIA

1914. ERA O MAIOR MERCADO CONSUMIDOR DO MUNDO

Maior classe média

Salários relativamente mais altos do que na demais potências

Maior mobilidade social

A POLÍTICA EXTERNA

ISOLACIONISMO/NEUTRALIDADE NO VELHO MUNDO (EUROPA, ÁSIA, ÁFRICA)

BUSCA DA HEGEMONIA NO NOVO MUNDO (AMÉRICA OU HEMISFÉRIO OCIDENTAL)

Diplomacia do pan-americanismo, cooperação interamericana ou solidariedade hemisférica

Doutrina Monroe (1823): contra a intervenção europeia na região (“A América para os americanos”)

Uso da força: intervenções militares para preservar os interesses americanos, especialmente no Caribe, América Central e México

BUSCA DA HEGEMONIA NO PACÍFICO

Dominar ilhas para assegurar o controle das rotas marítimas e o acesso à Ásia (China, Japão)

O PODER MILITAR AMERICANO

EXÉRCITO PEQUENO E MAL EQUIPADO PARA UMA GRANDE POTÊNCIA

MARINHA PODEROSA: PRINCIPAL ARMA

1889-1893. GOVERNO DE BENJAMIN HARRISON

1889-1890. CONFERÊNCIA DE WASHINGTON

Primeira Conferência Internacional dos Estados Americanos

Organizada pelo Secretário de Estado James G. Blaine

Tentativa de criar laços de cooperação econômica entre EUA e América Latina

Estabelecimento do Bureau Comercial das Repúblicas Americanas

Originou a OEA –Organização dos Estados Americanos (1948)

1893-1897. GOVERNO DE GROVER CLEVELAND

1895. PRIMEIRA CRISE DA VENEZUELA

Entre Grã-Bretanha e Venezuela

Disputa fronteiriça Venezuela-Guiana Inglesa

Ameaça de guerra e de intervenção dos EUA

GB recua e busca cooperação com os EUA no Caribe (reconhecimento da hegemonia americana na região)

Início do ideal da ANGLOESFERA: cooperação/aliança dos países de forte povoamento britânico e tradição liberal (GB, EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia)

1897-1901. GOVERNO DE WILLIAM MCKINLEY

1898. GUERRA HISPANO-AMERICANA

Precipitada pelo envolvimento dos EUA na Guerra de Independência Cubana (1895-1898) contra o domínio espanhol

Derrota da Espanha

EUA anexam as Filipinas (Ásia), Guam (Pacífico) e Porto Rico (Caribe)

Cuba ficou independente

1898. ANEXAÇÃO DO HAVAÍ

1899. PARTILHA GERMANO-AMERICANA DAS ILHAS SAMOA

1899-1902. GUERRA FILIPINO-AMERICANA

As Filipinas lutam pela independência mas fracassam (autonomia em 1934 e independência em 1946)

A QUESTÃO CUBANA

CUBA VIROU UM PROTETORADO AMERICANO: SUBORDINADA/SOB PROTEÇÃO DOS EUA

1898-1902. OCUPAÇÃO MILITAR DOS EUA

1901. EMENDA PLATT NA CONSTITUIÇÃO CUBANA

Direito de intervenção militar dos EUA em Cuba para manter a ordem (revogada em 1934)

1902. INDEPENDÊNCIA DE CUBA

1903. BASE AMERICANA EM GUANTÁNAMO (“GITMO”)

1901-1909. GOVERNO DE THEODORE ROOSEVELT

1902-1903. SEGUNDA CRISE DA VENEZUELA

Entre Alemanha e Venezuela

Venezuela suspende o pagamento da dívida externa

Grã-Bretanha, Itália e Alemanha bloqueiam os portos venezuelanos

Ameaça de invasão alemã e de intervenção dos EUA

Alemanha recua e aceita arbitragem internacional

Relações EUA-Alemanha ficaram abaladas

A crise precipitou a elaboração do Corolário Roosevelt da Doutrina Monroe

O COROLÁRIO ROOSEVELT: BIG STICK

Direito de intervenção americana no Caribe e América Central para proteger os interesses dos EUA, manter a ordem e evitar pretextos para intervenções militares europeias na região

1903-1904. INTERVENÇÃO NO PANAMÁ

Panamá território da Colômbia

1903. Senado colombiano rejeitou proposta americana de construção de um canal no Panamá que ficaria sob controle dos EUA

1904. Independência do Panamá sob proteção dos EUA

O Panamá vira protetorado dos EUA e assina um acordo para a construção do canal

O Canal do Panamá foi concluído em 1914 e ficou sob controle dos EUA até o final de 1999

1905-1909. INTERVENÇÕES MILITARES NA REPÚBLICA DOMINICANA, CUBA E NICARÁGUA

1909-1913. GOVERNO DE WILLIAM TAFT

DIPLOMACIA DO DÓLAR

Empréstimos a governos falidos com controle americano sobre suas finanças

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 29 de março de 2015

89- Gabarito da prova da 1 Etapa 2015


GABARITO 3 ANO 1 ETAPA 2015

QUESTÃO 4 (a): A frase é uma referência ao impacto interno e externo da unificação e transformação da Alemanha na maior potência industrial europeia, sob uma monarquia conservadora, após a vitória da Prússia na Guerra Franco-Prussiana (1870-1871). Vulnerabilidade interna: o avanço do Partido Social Democrata (SPD), defensor do socialismo, apoiado pelo crescente movimento operário. Vulnerabilidade externa: o revanchismo francês.

QUESTÃO 4 (b): Política de preservar o poder da monarquia e a unidade alemã por meio da contenção e repressão do SPD e do isolamento da França no cenário europeu evitando que conseguisse aliados contra a Alemanha.

QUESTÃO 4 (c): Criação de leis trabalhistas para afastar o operariado do SPD, adoção de uma política colonial pouco ambiciosa e uma marinha modesta para não provocar a Grã-Bretanha, estabelecimento de boas relações com a Rússia e formação da Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria, Itália) contra a França.

QUESTÃO 4 (d): A Weltpolitik, política de expansão mundial da Alemanha, criando um grande império colonial e uma grande marinha. Não conseguiu o esperado apoio popular do operariado, deixou a Grã-Bretanha alarmada, afastou a Rússia da Alemanha e levou a formação da Tríplice Entente (Grã-Bretanha, França, Rússia).

QUESTÃO 5: E E E C C C C E C E        

QUESTÃO 6: E E E E D D D E        

QUESTÃO 7: C C C E C

quinta-feira, 19 de março de 2015

88 - Observação sobre a matéria da prova

Pessoal, o capítulo da parte do Márcio na apostila, para a prova, é o 7 e não o 9

segunda-feira, 16 de março de 2015

87 - Roteiro de estudo


ROTEIRO DE ESTUDO: PROVA DO DIA 21 DE MARÇO DE 2015 (SÁBADO)

PROFESSOR MÁRCIO NUNES - HISTÓRIA DO BRASIL

Motivos da queda da Monarquia

A República da Espada e sua política econômica

A República Oligárquica: coronelismo, política dos governadores e política do café com leite

FONTES

Esquemas de aula

Apostila/Caderno 1 - Capítulo 7

Livro Conecte 3, Primeira Parte - Capítulo 1

PROFESSOR CÁSSIO TUNES - HISTÓRIA GERAL

As doutrinas políticas contemporâneas: liberalismo, socialismo, nacionalismo, trabalhismo e social-democracia

A tipologia esquerda-direita na política

A economia mundial e a globalização na Belle Époque: fatores favoráveis

A ordem internacional na Belle Époque: características gerais

A Grã-Bretanha na Belle Époque

 A Alemanha na Era Bismarckiana e na Era Guilhermina

FONTES

Esquemas do caderno

Apostila/Caderno 1 - Capítulos 3, 4, 5 e 6

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

86 - Roteiro de estudo


ROTEIRO DE ESTUDO PARA A PROVA DA 5 ETAPA

 Nazismo
-  Ascensão de Hitler ao poder
-  A ditadura nazista
- A política externa nazista

 Segunda Guerra Mundial
-  Motivos
- Alianças
- O conflito asiático e o conflito europeu
- A expansão da guerra em 1941

 Regime Militar no Brasil
- Características gerais
- Castelo Branco
- Costa e Silva
- Médici
- Geisel

FONTES DE ESTUDO
Esquemas e exercícios do caderno
Caderno/apostila 2 capítulos 13, 14 e 17
Livro capítulos 33 e 37

 

domingo, 21 de setembro de 2014

85 - Roteiro de estudo


ROTEIRO DE ESTUDO PARA A PROVA DA  4 ETAPA

CONTEÚDO

O Estado Novo no Brasil: origens e características

O Brasil na Segunda Guerra Mundial

O Governo Dutra

O Governo Vargas de 1951-1954

O Governo JK

A  ordem internacional no Entre Guerras: características

A crise do liberalismo no Entre Guerras: motivos e características

O totalitarismo: características e variantes

A URSS: os governos de Lênin e de Stalin

A Itália: a ascensão do fascismo e o governo de Mussolini

FONTES DE ESTUDO

Esquemas e exercícios do caderno

Caderno/apostila 2 capítulos 2,3,4,7 e 8

Livro capítulos 29, 31, 32 e 36

 

domingo, 20 de julho de 2014

84 - Bretton Woods: 70 anos


Os 70 anos da Conferência de Bretton Woods: dois artigos que saíram no jornal o Globo de hoje.

A CONFERÊNCIA DE BRETTON-WOODS: UM ESPELHO DISTANTE...

Bases da ordem econômica do pós-guerra foram traçadas no encontro em 1944

Luiz Carlos Delorme Prado - Professor do Instituto de Economia da UFRJ

Em um mundo repleto de encontros entre chefes de estado, reuniões de cúpulas, fóruns internacionais, há, hoje, um imenso ceticismo sobre a capacidade de uma conferência financeira internacional enfrentar os complexos problemas da ordem econômica mundial. No entanto, há 70 anos, por três semanas, entre o dia 1º e 22 de julho de 1944, reuniram-se no Mount Washington Hotel, em Bretton Woods, New Hampshire, nos Estados Unidos, 174 delegados de 44 países, para negociações que estabeleceram as bases da ordem econômica internacional do pós-guerra.

O contexto da reunião foi único – por um lado, marcava a consolidação da hegemonia econômica e política norte-americana – obtendo para o dólar uma posição de “privilégio exorbitante”, como acusou, na década de 1960, o ministro da fazenda da França, Giscard D’Estaing. Por outro lado, criou uma ordem internacional que permitiu, durante pouco menos de três décadas, a mais elevada taxa de crescimento da economia mundial jamais registrada, acompanhada por pleno emprego e crescimento dos direitos sociais, com a expansão do Estado de Bem-Estar Social – um período chamado pelos historiadores britânicos (como Hobsbawm) de “Golden Years” e franceses (como Jean Fourastié) de “Les Trente Glorieuses”.

Duas figuras históricas destacaram-se no encontro: pelo lado britânico, no apogeu da sua maturidade, John Maynard Keynes; pelo lado americano, um dos grandes quadros do Departamento do Tesouro desse país, Harry Dexter White.

O Brasil teve uma presença relevante. A delegação brasileira, com treze delegados, foi chefiada por Artur de Souza Costa, então Ministro da Fazenda. Entre seus integrantes estavam alguns economistas que tiveram grande influência no debate e na formulação de políticas econômicas no Brasil. Entre eles, Francisco Alves dos Santos-Filho, que seria Diretor Executivo do FMI (1946-1948) e representante brasileiro no Banco Mundial; o rico e influente empresário Valentin Bouças e, ainda, Eugênio Gudin, Octávio Gouvea de Bulhões e Roberto Campos. As discussões foram organizadas em três comissões. Souza Costa, chefe da delegação brasileira, presidiu um dos quatro comitês da Comissão I, coordenada por White, que tratava da criação e do funcionamento do FMI, um dos temas mais espinhosos da conferência.

O principal objetivo era evitar que a economia mundial posterior à Segunda Guerra Mundial repetisse a trágica história econômica do período entre as duas guerras. Em especial, temia-se a repetição do impacto causado na vida de milhões de pessoas em decorrência do desemprego e da desorganização da economia provocada pela Grande Depressão. Keynes defendeu com tenacidade e brilhantismo a construção de um novo Sistema Monetário Internacional que definitivamente abandonasse os erros do antigo Padrão Ouro. Apesar das dificuldades, conseguiu que fossem aceitas algumas de suas propostas mais importantes. Ao final, como dizia Churchill, os Estados Unidos faziam a coisa certa, depois que fracassaram todas as outras alternativas.

A ordem econômica criada por Bretton-Woods tinha qualidades que superavam, em muito, seus maiores defeitos. Quando essa ordem foi abandonada, na década de 1970, o mundo viu-se novamente sujeito à crescente instabilidade financeira. Ao final, em 2008, eclodiu uma nova crise internacional em muitos aspectos similar à da década de 1930. Nada indica, porém, que seja possível repetir nos dias atuais uma negociação com a envergadura e a profundidade da empreendida naqueles dias de verão no resort americano.

Em um mundo repleto de encontros entre chefes de estado, reuniões de cúpulas, fóruns internacionais, há, hoje, um imenso ceticismo sobre a capacidade de uma conferência financeira internacional enfrentar os complexos problemas da ordem econômica mundial. No entanto, há 70 anos, por três semanas, entre o dia 1º e 22 de julho de 1944, reuniram-se no Mount Washington Hotel, em Bretton Woods, New Hampshire, nos Estados Unidos, 174 delegados de 44 países, para negociações que estabeleceram as bases da ordem econômica internacional do pós-guerra.

O contexto da reunião foi único – por um lado, marcava a consolidação da hegemonia econômica e política norte-americana – obtendo para o dólar uma posição de “privilégio exorbitante”, como acusou, na década de 1960, o ministro da fazenda da França, Giscard D’Estaing. Por outro lado, criou uma ordem internacional que permitiu, durante pouco menos de três décadas, a mais elevada taxa de crescimento da economia mundial jamais registrada, acompanhada por pleno emprego e crescimento dos direitos sociais, com a expansão do Estado de Bem-Estar Social – um período chamado pelos historiadores britânicos (como Hobsbawm) de “Golden Years” e franceses (como Jean Fourastié) de “Les Trente Glorieuses”.

Duas figuras históricas destacaram-se no encontro: pelo lado britânico, no apogeu da sua maturidade, John Maynard Keynes; pelo lado americano, um dos grandes quadros do Departamento do Tesouro desse país, Harry Dexter White.

O Brasil teve uma presença relevante. A delegação brasileira, com treze delegados, foi chefiada por Artur de Souza Costa, então Ministro da Fazenda. Entre seus integrantes estavam alguns economistas que tiveram grande influência no debate e na formulação de políticas econômicas no Brasil. Entre eles, Francisco Alves dos Santos-Filho, que seria Diretor Executivo do FMI (1946-1948) e representante brasileiro no Banco Mundial; o rico e influente empresário Valentin Bouças e, ainda, Eugênio Gudin, Octávio Gouvea de Bulhões e Roberto Campos. As discussões foram organizadas em três comissões. Souza Costa, chefe da delegação brasileira, presidiu um dos quatro comitês da Comissão I, coordenada por White, que tratava da criação e do funcionamento do FMI, um dos temas mais espinhosos da conferência.

O principal objetivo era evitar que a economia mundial posterior à Segunda Guerra Mundial repetisse a trágica história econômica do período entre as duas guerras. Em especial, temia-se a repetição do impacto causado na vida de milhões de pessoas em decorrência do desemprego e da desorganização da economia provocada pela Grande Depressão. Keynes defendeu com tenacidade e brilhantismo a construção de um novo Sistema Monetário Internacional que definitivamente abandonasse os erros do antigo Padrão Ouro. Apesar das dificuldades, conseguiu que fossem aceitas algumas de suas propostas mais importantes. Ao final, como dizia Churchill, os Estados Unidos faziam a coisa certa, depois que fracassaram todas as outras alternativas.

A ordem econômica criada por Bretton-Woods tinha qualidades que superavam, em muito, seus maiores defeitos. Quando essa ordem foi abandonada, na década de 1970, o mundo viu-se novamente sujeito à crescente instabilidade financeira. Ao final, em 2008, eclodiu uma nova crise internacional em muitos aspectos similar à da década de 1930. Nada indica, porém, que seja possível repetir nos dias atuais uma negociação com a envergadura e a profundidade da empreendida naqueles dias de verão no resort americano.

BRETTON WOODS, 70 ANOS: FORA DA NOVA ORDEM MUNDIAL

No aniversário do histórico encontro, economistas defendem negociações para reforma de FMI e Banco Mundial

por Flávia Barbosa, correspondente

WASHINGTON - Em julho de 1944, 730 delegados de 44 países se reuniram no estado de New Hampshire, nos EUA, para a Conferência de Bretton Woods (em homenagem à cidade-sede da cúpula), com a missão de refundar a ordem econômica global. Sob a inspiração do economista britânico John Maynard Keynes e a articulação de Harry Dexter White, do Tesouro americano, as negociações estabeleceram as bases para o funcionamento da economia mundial, com um regime de câmbio fixo atrelado ao dólar e lastreado em ouro; a criação das instituições multilaterais de socorro – Fundo Monetário Internacional (FMI) — e reconstrução e desenvolvimento – Banco Mundial (Bird); e o rascunho dos princípios para o que três anos mais tarde seria o Acordo Geral de Tarifas do Comércio (GATT,embrião da OMC). Setenta anos depois, dizem os especialistas, mais do que celebrar o legado de Bretton Woods, as nações precisam se inspirar naquela jornada e ter a coragem política de começar discussões para uma nova arquitetura econômica e financeira mundial.

— O mundo precisa de novas negociações, à luz das transformações das últimas décadas — afirma Robert Johnson, diretor do Instituto para o Novo Pensamento Econômico e ex-integrante da comissão da ONU encabeçada pelo nobel Joseph Stiglitz para reforma do sistema monetário internacional. — Bretton Woods foi grandioso porque havia a consciência de que os países precisavam uns dos outros. Agora há necessidade, mas podem as nações reconhecê-la e se comprometerem? É possível hoje construir o entusiasmo do consenso?

Bretton Woods foi fruto do senso de urgência da comunidade internacional, lembra Marcos Troyjo, diretor do Brics-Lab da Universidade de Columbia. Naquele 1944, o mundo completava duas décadas e meia de vida no abismo, com episódios de hiperinflação, o crash da Bolsa em 1929, a depressão dos anos 30 e a devastação provocada pela Segunda Guerra Mundial, que acabaria menos de um ano depois.

Neste período, notadamente as nações europeias e o Japão esgotaram seus ativos financeiros (reservas em dólar e libra, ouro), suas estruturas econômicas estavam capengas e o comércio global, travado. Diante de tamanho desafio, a resposta dos aliados foi coordenação. Para religar as engrenagens das economias, foi criado um sistema de câmbio fixo, no qual todas as moedas se atrelaram ao dólar e os EUA a lastreavam em ouro.

O regime – ao permitir a conversibilidade das moedas – restaurou a capacidade de os países realizarem grandes transações comerciais e financeiras. Havia controles de capitais. Como os recursos eram escassos, o FMI foi criado como instituição de socorro para casos de falta de liquidez no mercado. E, com a Europa em frangalhos, o Banco Mundial – que nasceu Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) – surgiu como instituição de fomento.

— A estabilização e a retomada do crescimento, com renovado fluxo de comércio, são os grandes legados de Bretton Woods. O sistema permitiu ainda o renascimento de um mercado de capitais e o desenvolvimento da Europa. Mais de 20 anos depois, a experiência era tão bem-sucedida, com trocas comerciais e financeiras intensas, que o câmbio fixo tornou-se insustentável e caiu em 1971, inaugurando a era de câmbio flutuante na qual vivemos — explica Kenneth Rogoff, ex-economista-chefe do FMI e professor de Harvard.

Desde então, os últimos 40 anos foram marcados pela globalização, com a internacionalização das finanças e do comércio. Um volume brutal de capitais passou a circular diariamente entre nações e os bancos começaram a operar sem obedecer fronteiras. Novos instrumentos financeiros surgiram. Os EUA, que ditaram sozinhos os rumos dos primeiros 25 anos após Bretton Woods, ganharam rivais, em um mundo multipolar com gigantes comerciais como Alemanha e Japão e a emergência da China como superpotência econômica.

Estas mudanças, diz Robert Johnson, trouxeram instabilidade e elevado risco de contágio. De um lado, o câmbio flutuante absorve melhor choques externos, ajustando a cotação das moedas frente ao dólar sem que os governos tenham que exaurir reservas ou se endividar para cobrir rombos em conta corrente. Por outro, movimentos bruscos e vultosos, de entrada ou saída de capitais, descompensam as economias, retiram competitividade, favorecem a formação ou fazem estourar bolhas de ativos e deixam os sistemas bancários vulneráveis.

REGULADOR ‘COM MAIS DENTES’

Em outras palavras, o sistema monetário e financeiro é chegado a crises – e houve mais de uma centena delas desde a década de 70, com destaque para a Asiática, de 1997, e a global, de 2008, da qual o mundo ainda se recupera. E com os agentes interagindo como se não houvesse fronteiras, as nações perderam poder de fogo para colocar ordem na casa.

Reside aí o desafio central da comunidade internacional, diz Robert Johnson. É preciso entender melhor as ramificações dessa imensa quantidade de capitais financeiros que circula sem regulações:

— Vimos depois da crise de 2008 e da política monetária expansionista dos EUA, por exemplo, muitas medidas de controles de capitais, como no Brasil. Também deve-se reexaminar o sistema monetário, pois temos a China, com seu tamanho, administrando câmbio, o que causa assimetrias, o mundo vem tendo que se ajustar à competitividade que os chineses criam. E ainda precisamos repensar o papel desta superacumulação de reservas internacionais. Quando governos reúnem essas grandes quantidades de riquezas para proteção, há implicações para o sistema global e precisamos discuti-las.

Kenneth Rogoff vai além. Como outros economistas, defende a criação de um órgão regulador global do sistema financeiro, “com mais dentes” do que os fóruns e mecanismos que existem atualmente:

— Nós temos bancos e mercados financeiros globais, mas uma enormidade de diferentes regulações nacionais, precisamos achar uma forma de integrá-las, para dar ao sistema mais estabilidade. O problema é que a crise de 2008 nos jogou em outra direção, houve uma grande retração da globalização financeira e das políticas monetárias e regulatória. É hora de coordenação.

http://oglobo.globo.com/economia/a-conferencia-de-bretton-woods-um-espelho-distante-13309671